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São Paulo Companhia de Dança é atração em Belo Horizonte

Foto: cena de Bachiana nº1 
Crédito: Wiliam Aguiar 

 

Bachiana nº1, do mineiro Rodrigo Pederneiras, Theme and Variations, de George Balanchine, e Sechs Tänze, de Jirí Kylián. Estas são as três coreografias que o público de Belo Horizonte (MG) poderá conferir da São Paulo Companhia de Dança, depois de três anos sem se apresentar na cidade.

 

O espetáculo com as três coreografias será apresentado nos dia 28 e 29 de julho, sábado às 20h30 e domingo às 19h, no Sesc Palladium - Rua Rio de Janeiro, nº 1046 – Centro – Belo Horizonte (MG).

 

A São Paulo Companhia de Dança é dirigida por Inês Bogéa, que foi bailarina do Grupo Corpo por 12 anos e crítica de Dança da Folha de S. Paulo.

 

Em Bachiana nº 1, Pederneiras, coreógrafo residente do Grupo Corpo, de BH, se inspirou na Bachianas Brasileiras nº1, de Heitor Villa-Lobos.

 

O programa da noite também é composto por Theme and Variations, de Balanchine, em que o vigor técnico, a leveza, a força, habilidade nos desequilíbrios e virtuosismo dos bailarinos são necessários; e Sechs Tänze, de Kylián, que une movimento e humor.


A São Paulo Companhia de Dança foi criada em janeiro de 2008 pelo Governo do Estado de São Paulo e é dirigida por Inês Bogéa, doutora em Artes, documentarista e escritora. Ao longo desse período a Companhia foi assistida por um público de mais de 180 mil pessoas nas diferentes cidades do Brasil e do exterior.


 

Bachiana nº1 (2012)

 

Inspirado pela Bachianas Brasileiras nº 1, de Heitor Villa-Lobos, Rodrigo Pederneiras criou para a São Paulo Companhia de Dança a obra Bachiana Nº 1, peça em que a dança responde à estrutura íntima da música. A coreografia, dividida em três movimentos, evidencia a brasilidade, o romantismo e a paixão do nosso povo. Para o coreógrafo, “é um balé abstrato e apaixonado. Os violoncelos que se sucedem a cada parte da música já traduzem o gesto em si”, e dessa afinação entre som e movimento surge a obra, que ganha acentos particulares no corpo de cada intérprete. Em Bachiana Nº 1, pode-se reconhecer a linguagem característica desse grande coreógrafo da dança brasileira, bem como as nuances de uma criação específica para bailarinos de uma companhia de repertório, em que a versatilidade dos intérpretes traz novas ênfases à linguagem de Pederneiras.

Coreografia: Rodrigo Pederneiras

Música: Bachianas Brasileiras nº1, de Heitor Villa-Lobos

Execução: Violoncelistas da Osesp (Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo) com participação especial de Antonio Meneses e regência de Roberto Minczuk (gravação selo BIS, 2003)

Iluminação: Gabriel Pederneiras

Figurino: Maria Luiza Malheiros Magalhães

Assistente de coreografia: Ana Paula Cançado

Duração: 19 minutos

 

Theme and Variations (1947)

 

Balanchine evoca o período de florescimento da dança clássica com Theme and Variations. O movimento final da Suíte nº3 consiste em 12 variações. No início, 12 bailarinas e um casal principal apresentam os temas que serão retomados ao longo da coreografia. A obra exige muito dos intérpretes, pois como todas as obras de Balanchine, o vigor técnico, a leveza, a força, habilidade nos desequilíbrios e virtuosismo são necessários. No desenrolar da obra, o casal intercala sua participação com o corpo de baile e o trabalho termina com uma grande polonaise para 26 bailarinos.

Coreografia: George Balanchine (1904-1983)

Remontador: Ben Huys

Música: Movimento final da Suíte nº3 para Orquestra em G Maior, Op. 55, de Piotr Ilitch Tchaikovsky (1840-1983)

Duração: 25 minutos (aproximadamente) com 26 bailarinos

 

Sechs Tänze (1986)

 

Sechs Tänze, de Jirí Kylián é um trabalho que une dança e humor. O coreógrafo compôs seis peças aparentemente sem sentido que dialogam para protestar e fazer uma crítica aos valores vigentes à época em que as Sechs Deustsche Tänze KV 571, de Mozart, foram compostas. Nas palavras de Kylián: “A música de Mozart foi o principal elemento para a criação de Sechs Tänze. Ele deveria ser engraçado, porque entendia e sabia fazer humor. A música é muito importante em um balé, qualquer que seja ele. E nessa montagem ela é mais rápida do que a dança. Para dançar Sechs Tänze é preciso ser veloz e colocar uma máscara. É como ser e não ser você em determinados momentos. É como ser manipulado hoje, amanhã, ontem. Fingir querer ser. Ou não.” A SPCD é a primeira companhia no Brasil a dançar uma obra de Kylián.

Concepção, coreografia, cenografia e figurinos: Jirí Kylián

Música: Sechs Deustsche Tänze KV 571, de Wolfgang Amadeus Mozart

Remontador: Patrick Delcroix

Desenho de luz: Joop Caboort

Adaptação técnica: Erick van Houten

Execução de figurinos e cenário para a SPCD: Fábio Brando | FCR Produções Artísticas

Duração: 13 minutos e participação de 13 bailarinos

 

 

Sserviço
São Paulo Companhia de dança - Belo Horizonte 
Bachiana n°1, de Rodrigo Pederneiras; Theme and Variations, de George Balanchine e Sechs Tänze, de Jirí Kylián

Data: dias 28 e 29 de julho | sábado (20h30) e domingo (19h)
Valor do ingresso: R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia-entrada)
Local: Sesc Palladium - Rua Rio de Janeiro, nº 1046 – Centro – Belo Horizonte (MG)


Autor / Fonte:Adilson Marcelino




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