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Seminário Vivo EnCena - Painel

Foto: Marcos Barreto e Rui Moreira

 

O Seminário Vivo EnCena – Economia e Políticas da Dança movimentou a cena reunindo em Belo Horizonte, no Museu Inimá de Paula, personalidades da dança, entidades representativas e o poder público.


Durante três dias, 28, 29 e 30/06, foram realizadas cinco mesas e exibidos três painéis que discutiram e contextualizaram o tema central do Seminário, Economia e Políticas da Dança, a partir dos seguintes recortes: Plano Nacional de Cultura, Dança na Universidade um projeto de Educação, Transversalidade entre Gestão e Criação, Economia e Criatividade.


Durante o Seminário, a Secretária de Estado da Cultura de Minas Gerais Eliane Parreiras anunciou mudanças no edital do Cena Minas, Prêmio que contempla as áreas de dança, teatro e circo. Já o Deputado Federal e Membro da Comissão de Educação e Cultura Antonio Roberto destacou o processo do projeto de Lei sobre os Pontos de Cultura – esses dois pronunciamentos foram noticiados aqui no Centro Cultural Virtual SeráQuê?;  Notícias Ver Mais


Marcos Barreto, Gerente de Desenvolvimento Cultural da Telefônica Vivo, destacou que as dificuldades atuais que permeiam o universo da dança vem sendo apontadas pela categoria há mais de uma década, e que por isso a importância das discussões como as propostas pelo Seminário. Expedito Araujo, Curador Artístico do Programa Vivo EnCena, ressaltou as ações que o Vivo EnCena realiza na área, destacando também a importância do Seminário.


Foto: Mesa Dança na Universidade um projeto de Educação


Nas mesas de discussões, foram debatidas questões como os cursos superiores de dança e a mudança desse panorama, já que durante 28 anos existia apenas o da Universidade Federal da Bahia, e dos anos 2000 para cá já são 14. A Pro Reitora de Extensão Universitária da UFBA e Membro do Conselho Nacional de Políticas Culturais Dulce Aquino ressaltou a importância da Extensão dentro das universidades “precisa-se entender a extensão como um vetor de desenvolvimento social”. Arnaldo Alvarenga, Coordenador de curso, professor de dança e professor de teatro e de dança na Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG, destacou questões que envolvem a licenciatura e o bacharelado – “Onde colocar esse pessoal todo”, ponderou – o REUNI e a dança como um bem público.


Formação de público e os editais de cultura também permearam as discussões.  A Professora e Coordenadora do PPG Dança – UFBA e Membro do Grupo Gestor da Red Sudamericana de Danza observou que “os editais são mecanismos e não política, tem que se buscar outros mecanismos para a viabilização da dança”. Já a Bailarina e coreógrafa e Assessora de Dança da Fundarpe - Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco Marília Rameh apontou a necessidade de fortalecimento do diálogo, a sustentação política, a transparência das ações e a formação de plateia, sendo esse último item também reforçado como prioridade pela Produtora e gestora cultural Solange Borelli. Borelli pontuou também que sabe da importância do mundo virtual – e Seminário foi exibido ao vivo em rede na internet -, mas que sente falta de uma maior aproximação no diálogo entre os pares


Foto: Mesa Transversalidade entre Gestão e Criação


José de Oliveira Júnior, Diretor de projetos e apoio ao trabalhador associado do Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões (SATED-MG), apresentou discussões sobre como articular o Simbólico, o Econômico e a Cidadania, e Lala Deheinzelin, Especialista mundial em Economia Criativa & Desenvolvimento Sustentável e idealizadora e coordenadora do movimento internacional Crie Futuros, propôs interessante discussão sobre desenvolvimento e sustentabilidade a partir dos bens intangíveis, destacando quatro pilares de uma economia do futuro; Patrimônio intangíveis. Novas tecnologias, Rede Colaborativa, Riqueza Multidimensional 4D, e pontuou “o futuro é junto, é colaborativo”.



Além dos organizadores, Rui Moreira – Idealizador, e Bete Arenque (MG) – Bailarina, coreógrafa e educadora – coordenadora de conteúdos do Centro Cultural Virtual SeráQuê?, estiveram presentes no Seminário Vivo EnCena – Economia e Políticas da Dança:


Marcos Barreto – Gerente de Desenvolvimento Cultural da Telefônica | Vivo
Expedito Araujo – Curador Artístico do Programa Vivo EnCena.
Cesária Alice Macedo - Dirigente da representação regional do MinC. MG
Eliane Parreiras - Secretária de Cultura do Estado de Minas Gerais
Elke Oliveira, representando Thais Pimentel – Presidente da Fundação Municipal de Cultura
Fabiano Carneiro, representando Antonio Grassi – Presidente da Funarte
Antonio Roberto – Deputado Federal – Membro da Comissão de Educação e Cultura
Dulce Aquino – Pro Reitora de Extensão Universitária da UFBA e Membro do Conselho Nacional de Políticas Culturais.
Arnaldo Alvarenga (MG) - Coordenador de curso, professor de dança e professor de teatro e de dança na Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG
Solange Borelli – Produtora e gestora cultural (SP)
Lucia Matos – Professora e coordenadora do PPG Dança - UFBA / Membro do Grupo Gestor da Red Sudamericana de Danza
Marília Rameh (PE) - Bailarina e coreógrafa e Assessora de Dança da Fundarpe - Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco.
José de Oliveira Júnior (MG)  - Diretor de projetos e apoio ao trabalhador associado do Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões (SATED-MG)
Lala Deheinzelin (SP) - Especialista mundial em Economia Criativa & Desenvolvimento Sustentável, e criou e coordena o movimento internacional Crie Futuros.
Gustavo Jardim (MG) – Realizador audiovisual, gestor cultural e professor de políticas culturais


Entidades representativas:
FÓRUM NACIONAL DE DANÇA, ASSOCIAÇÃO DANÇAMINAS, ENARTCI (Ipatinga), SINPARC, SATED MG, ASSOCIAÇÃO DE DANÇA DE UBERLÂNDIA, FID.


Além de artistas e profissionais da área na plateia.

 

O Seminário Vivo EnCena – Economia e Políticas da Dança é uma realização da  SeráQuê? Cultural em parceria com o Vivo EnCena, programa Cultural da Vivo para  as Artes Cênicas, por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura e do Centro Cultural Virtual SeráQuê?.

 

Toda a programação aconteceu em Belo Horizonte, no Museu Inimá de Paula – na Rua da Bahia, 1.201, - entre 28 e 30 de junho, com entrada gratuita.

 

 

 


Autor / Fonte:Adilson Marcelino




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